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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O que diz a imprensa internacional sobre o impeachment



"É curioso que o Congresso tenha deposto Dilma Rousseff quando um político acusado de corrupção diretamente pelo Supremo Tribunal Federal ainda sobrevive no cargo de deputado. Este é Eduardo Cunha, ex-chefe da Casa, também responsável por ter deflagrado o julgamento contra o ex-presidente.

Em artigo editorial, o jornal"Clarín", da Argentina, destaca a dificuldade para que o novo governo aprove uma agenda de austeridade nos próximos meses e cita que o Brasil caminha para um “buraco negro ao contornar as eleições”. O editorial ressalta que Dilma reagiu tardiamente à queda na economia e que o Congresso barrou medidas de austeridade que ela tentou implementar em 2015, e afirma que "todos são culpados" pela situação atual.

A rede Telesur, projeto de vários países, como Venezuela, Cuba, Argentina e Uruguai, afirma que "se consuma o golpe de Estado" no Brasil, com a destituição de Dilma pelos senadores. A emissora lembra, em sua reportagem sobre o tema, que o Nobel da Paz argentino Adolfo Pérez Esquivel qualificou o quadro brasileiro como um "golpe brando".

A versão online do jornal chileno "O Mercúrio" lembra que Temer não tem assegurado a sua continuidade até 2018, uma vez que o Tribunal Superior Eleitoral julga se houve "transferência de fundo estatais" para a campanha de Dilma em 2014. "Caso seja dada a luz verde, toda a chapa estaria prejudicada, incluindo o atual presidente em exercício", afirma a matéria.

O jornal mexicano El Universal disse em sua reportagem sobre o tema que o julgamento político contra Dilma é "polêmico" e recorda a discussão sobre as "pedaladas fiscais". Segundo o diário, o processo contra a presidente agora deposta ocorreu em meio a "vários escândalos de corrupção que salpicam praticamente toda a classe política do país"

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